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Maurício tirou férias e programamos uma viagem a Itália em cima da hora. Fizemos tudo no improviso e foi bem legal (claro que estar aqui na Europa facilita muito programar tudo em cima da hora). Compramos as passagens e hospedagem e o resto foi decidido nos cafés da manhã já lá.

Dessa vez passamos por Veneza, Roma, Costa amalfitana, Nápoles e Pollica. Vou começar os posts com Veneza então, que ficamos do dia 19 ao 21 em um bed & breakfast (B&B Barababao) em Rialto.

Dia 1 – 3: Veneza.

Chegamos no aeroporto Venice Marco Polo Airport e pegamos uma barca para Veneza. A entrada na cidade pelo Canal Grande é uma coisa linda! A cidade toda é uma gracinha e romântica, mas infelizmente o turismo está exagerado e acaba quebrando o clima natural de Itália. Virou uma Itália para turistas. É preciso ignorar a multidão desesperada por fotos, descuido com o lixo de quem é de fora e o preço abusivo de algumas coisas.

Conversando com o nosso anfitrião, ele comentou das dificuldades da cidade devido ao turismo exagerado. E a maioria dos que lucram com o turismo não são locais, e por isso esse lucro não retorna para a cidade. Em termos de má administração, a Itália não é muito diferente do Brasil. Talvez isso melhore, parece que teve votações enquanto estávamos lá para limitar o turismo em Veneza.

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Parte dos meus planos para Veneza eu descartei no primeiro dia, que era o passeio de gôndola. Eu achava lindo até ver o contraste da cidade simples com as gondolas em vermelho e dourado (nem todas, mas a maioria para turistas). Como se pagássemos para se sentir a realeza da cidade. Ok, faz parte do passeio e a gente como turista até releva essas coisas por uma experiência local (o que é parte do problema). Mas a verdade é que aquele passeio já não era mais uma passeio típico local. Talvez se eu estivesse numa gôndola de algum morador, curtindo um trajeto com destino certo e sem pagar 80 euros por 30 minutos de mordomia (preço do passeio sem serenata). Ah, eu não estava mesmo para passeio de gôndola dessa vez. Não vou dizer que não faria numa próxima oportunidade, mas desta vez eu estava decepcionada com o turismo em Veneza e não me sentiria nada bem dentro de um barquinho daquele cheio de fru-fru, com uma cara remando atrás de mim e sendo fotografada por um monte de turistas a cada ponte que passasse. Gastei o dinheiro do passeio comigo, entrei numa loja de cosméticos e comprei meninices em conta que vão continuar me dando alegria por muito mais tempo.

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Queria muito uma receita típica de Veneza para postar hoje (para não perder o costume), mas sem frutos do mar eu só pensava em Spritz e Limoncello. Ainda posto um passo a passo de Limoncello aqui (o licor de limão italiano). E o Spritz é um aperitivo feito com prosecco (ou outro vinho branco), água com gás, Aperol, Campari ou Cyna, uma rodelinha de limão ou laranja e uma azeitoninha. Essa receita varia dependendo da cidade, e o teor alcoólico também. Tomei pela primeira vez nessa viagem (sugestão de uma amiga). Pedimos com Aperol porque Maurício não gosta de Campari e achei que seria menos arriscado também (já que sou fresca com bebidas).

A receita é assim:

Primeiro coloque bastante gelo em um copo e uma rodelinha de laranja.
Misture:
75ml (3 partes) de prosecco,
50ml (duas partes) de Aperol e
25ml (uma parte) de soda (água com gás).

Tomar Limoncello e Spritz e parlare (falar) italiano como um índio em Veneza pode ser muito legal. A parte do parlare italiano eu deixei com o Maurício, que até que faz isso bem e me poupou de passar vergonha. Mas outras coisas legais para se fazer em Veneza é (comer comida italiana, claro), visitar as lojas de máscaras de carnaval, passear no grande canal e admirar as feiras artezanais e a arquitetura da cidade (Piazza San Marco, Ponde de Rialto, Castello e etc).

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