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Um dia de aniversário no ano é muito pouco, então por isso eu declarei que essa semana é a minha semana de aniversário! :D E sendo minha, começa e termina no dia que eu quiser também! Então começou segunda a noite em um restaurante Árabe de Petrópolis, o Zafir. Minha programação principal de aniversário envolve experimentar e fazer comida. Pode parecer estranho para algumas pessoas isso, mas eu realmente fico feliz em servir, mesmo no meu aniversário.

Então ontem foi dia de experimentar um restaurante novo. Eu sou mais empolgada em fazer comida em casa do que comer fora, a não ser quando é para experimentar algo diferente ou quando o lugar realmente vale o meu dinheiro. Pelo blog pode parecer que sou “boa de garfo”, mas não muito (e por isso mesmo comecei a cozinhar). Muita coisa não me agrada. Eu não pago por esfiha de brigadeiro, sorvete sabor algum bombom famoso, rodízios que o volume importa mais que a qualidade e muitas outras coisas mais “frescas” que se eu listar vou parecer chata de mais para quem não me conhece.

Parte dessa semana do meu aniversário eu estou passando em Petrópolis. Aqui tem um polo gastronômico pertinho de casa e até hoje eu experimentei pouquíssimos lugares. Então aproveitei a ocasião e comecei pelo restaurante árabe, afinal, Maurício me deixou babando com as fotos que me enviava de Israel mês passado.

O cardápio não tinha nada muito diferente do que a gente já vê por aí de comida árabe. A forma de servir também é o que esperamos de comida árabe para brasileiros, com direito a esfiha de brigadeiro. As vezes tenho a impressão que aqui os restaurantes são mais influenciados pelo que vende mais do que pelo orgulho do chef. Bom, o cliente sempre tem razão (mesmo que tenha um péssimo gosto)… E enquanto a gente continuar pedindo esfiha de brigadeiro, continuará tendo versões até com marshmellow.

Mas não sei se isso é um problema. A comida era gostosa, o atendimento também foi muito bom, o prato vem na medida certa e o preço é justo.

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Fomos para jantar. Era uma segunda feira chuvosa (como quase todos os dias em Petrópolis) e estava com pouco movimento. Como era de se esperar, a comida chegou rápido. E até ganhei um molho extra, o tarator, que é a base de tahini (pasta de gergelim). Eu estava na dúvida entre a kafta e uma salada que tinha tahini (porque eu amo tahini). O garçon resolveu o meu dilema e me trouxe a kafta com o molho tarator a parte. São gentilezas simples como essas que fazem toda a diferença em um restaurante.

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O forte do lugar parece ser esfihas, mas não experimentamos nenhuma dessa vez. De entrada teve uma tábua de pastas árabes e pão da casa. O prato principal do Maurício foi sanduíche de kebab com carne de boi e de cordeiro no pão folha e humos bi tahini (pasta de grão de bico com tahini). O meu foi kafta grelhada com baba ghanoush (pasta de berinjela), mjadra (arroz com lentilhas.) e o molho tarator que não acompanha o prato mas que foi uma gentileza da casa.

Bom, eu até hoje não consegui chegar numa conclusão para definição prática de kebab. Cada lugar faz kebab de uma maneira. O sanduíche de kebab podia até estar muito gostoso (e estava), mas a carne não parecia nada com o kebab que a gente come na França e muito menos com o que Maurício comia em Israel. Lá é comida de rua, barata, simples e muuito saborosa.

Não pedimos sobremesa e finalizamos com Arak. Arak é um destilado árabe com sabor de anis. A diferença principal do Arak em Israel e aqui está no preço, foi 21 reais a dose! Lá é preço de cafezinho. Bom, mas eu nunca tinha tomado, foi o preço da curiosidade e caiu muito bem. Coloquei gelo, o que faz a bebida magicamente ficar esbranquiçada e recebe o nome de leite de camelo.

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E voltando a gentileza do molho tarator, é o molho que no menu deles acompanha o falafel (bolinho árabe de grão-de-bico – Tem receita aqui). Mas combina com muitos pratos de carnes e saladas. Aliás, deixa qualquer salada incrível! E é um molho bem simples, mas com uma combinação perfeita de pasta de gergelim, alho e limão.

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E foto do meu molho tarator caseiro aqui em baixo.

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Molho tarator

By March 1, 2016

Ingredients

Instructions

Bata bem todos os ingredientes no liquidificador, deixando a água para o final.
Acrescente a água aos poucos até ficar na consistência que preferir.

A porção de cada ingrediente varia com o gosto de quem faz. Eu gosto de  usar bastante alho e suco de limão. E mais água quando o molho for para salada.