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Como eu disse no último post, seria difícil a próxima receita não ter um dos meus novos temperos árabes. Pois bem, saquei um dos meus pozinhos mágicos e fiz falafel. Também usei o zaatar no molho de iogurte, mas não é necessário. Eu gosto muito das receitas do Oriente Médio pela variedade de especiarias e vegetais. Muitos dos deliciosos e tradicionais pratos são naturalmente vegetarianos, como o falafel.

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Bolinhos de grão-de-bico já não são novidade nenhuma aqui em casa, sempre foram os meu bolinhos favoritos. Tenho várias versões, inclusive de falafel. Nenhuma adaptação ou improviso com eles me decepcionou até hoje, ficam sempre maravilhosos! E são ótimos substitutos para aqueles que sentem falta de algo parecido com carne que ocupe o lugar num prato vegetariano ou sanduíche. Alias, falafel no pão pita com vegetais e tahine é um clássico árabe maravilhoso!

Como eu disse, nesse eu usei meu pozinho mágico de tempero para falafel, um dos potinhos de especiarias que Maurício trouxe de Israel pra mim. É apenas um mix de especiarias, mas não se preocupe que é muito fácil fazer o falafel tradicional em casa sem ter que comprar nada em loja especializada ou pela internet.

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E para o molho, você pode comprar um iogurte grego (natural, sem açúcar e purinho) ou fazer o iogurte grego a partir do iogurte natural tradicional. Eu fiz o meu. É bem simples, só deixar o soro escorrendo por algumas horas. Para isso, use uma peneira e um pano limpo.

Para quem não consome lácteos, use tahini que é o molho mais comum servido com falafel. O tahini é a pasta de gergelim torrado. É fácil de achar e até no mercado fraquinho perto da minha casa vende. Depois é só temperar da mesma maneira que o iogurte. Se perceber na foto, eu fiz bem pouquinho molho comparado com o tantão de falafel (uns 40 bolinhos). Foi apenas uma porção de molho para uma refeição do Maurício e fiz a partir de 200g de iogurte natural, o que depois de escorrer o soro virou umas duas colheres de sopa de iogurte grego bem cremoso. Tenha isso em mente quando fizer seu iogurte grego em casa.

Mas eu mesma só experimentei o molho de iogurte e fiquei no sal, azeite, limão e zaatar. Não tinha tahini e já exagerei nos laticínios nos últimos dias (não tolero bem lactose).

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A versão original do falafel é frita, mas uma das minhas adaptações favoritas em receitas é assar tudo. Fritura, além de não ser a versão mais saudável de nada, faz uma sujeira horrível de limpar. E eu tenho realmente pavor de cozinha grudenta e mais ainda de ter que esfregar produtos de limpeza arduamente.

Existem algumas versões de falafel usando farinha de trigo para dar liga. Na minha opinião não há necessidade, mas pode ser que em alguns casos precise (dependendo da eficiência do processador ou da umidade da massa). Então, se não conseguir moldar seus bolinhos, coloque umas 3 colheres de sopa de farinha de trigo. Eu sugiro fazer sem a farinha, seguir a receita aqui  e ter fé que vai dar certo em vez de arriscar fazer bolinhos massudos. Essa versão já é assada, o que altera (e muito) a textura do falafel original, se começar a encher de farinha pode deixa-lo muito seco. Na próxima foto dá para perceber bem como fica a textura da massa sem farinha e no ponto para moldar os bolinhos.

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O falafel é servido quente, no pão pita, saladas e/ou molhos. Os originais também são fritos em fogo alto e em óleo quente suficiente para cobri-los e por uns 5 minutos, até ficarem marrons e com casquinha por fora. Alguns são mais verdinhos por dentro por causa dos temperos. A versão assada não forma uma casquinha tão marcante como a versão original frita. E não se espante, a massa é feita com o grão cru (deixado de molho) e só é cozida na fritura ou no forno. A validade não é muito longa por isso, bom mesmo é consumi-los no dia ou congela-los.

Bom apetite!

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Esse é um falafel frito bem verdinho do Maoz Vegetarin em Amsterdam:
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Falafel assado com molho de iogurte e limão

By February 21, 2016

Para a versão sem laticínios (vegana) use tahini no lugar do iogurte.

Ingredients

Instructions

Coloque o grão-de-bico de molho em bastante água durante a noite (ou por pelo menos 8h). Descarte essa água, lave os grãos e escorra bem.

Pique em pedaços bem pequenos a cebola e o alho. Pique a salsinha e o coentro.

Em um processador de alimentos, bata bem os grãos escorridos (e crus!) com a salsinha, o coentro, a cebola e o alho. Divida em duas levas caso o volume seja muito para o processador.

Processe até ficar uma massa farinhenta, úmida e moldável.

Despeje em uma vasilha, misture o bicarbonato de sódio (opcional) e tempere com o cominho, páprica, pimenta síria e sal a gosto.

Misture bem.

Pré aqueça o forno em temperatura média.

Forre um tabuleiro com papel alumínio e regue com azeite.

Molde as bolinhas de massa (se necessário molhe a palma da mão para ajudar) e distribua no tabuleiro. Regue com mais azeite.

Leve para assar até que comece a dourar. Retire do forno, gire com cuidado cada bolinha, regue com mais azeite e volte a assar.

Sirva quente.

(A receita original é frita em óleo quente  suficiente para cobrir as bolinhas. São fritas em fogo alto por aproximadamente 5 minutos. Os bolinhos devem ficar  marrons.)

Para o molho:

Escorra o iogurte natural em uma peneira forrada com um pano limpo. Deixe na geladeira escorrendo até o volume reduzir bem (aprox. 1/3 do volume original).  Ou use o iogurte grego natural já pronto (iogurte grego natura e puro).
Tempere com um pouco de suco de limão, sal e zaatar ou ervas desidratadas a gosto. Regue com azeite.